Os Três Mosqueteiros

Minha vida depois dos Trigêmeos

Arquivo para agosto, 2008

Mudança de Casa

Logo no início da gravidez decidimos mudar de casa. Afinal, não caberiam três crianças em nosso apartamento. Procuramos muito e encontramos a casa do jeito que queríamos.Demorou um pouquinho para mudarmos por conta de algumas obras, pedreiro, marceneiro, etc. Finalmente nos mudamos, três dias antes dos bebês nascerem. No dia do nascimento, passei a tarde arrumando as minhas roupas no closet com a minha sogra, enquanto o meu sogro e o Caco arrumavam  a TV na sala para ver um jogo de futebol. Hoje estamos bem instalados, mas ainda estamos arrumando algumas coisinhas. Acho que os bebês adoram a casa, o quarto deles. Tudo aqui foi feito pensando no bem estar deles.

Tamanho da Barriga

No quinto mês, ganhei da minha irmã três menininhos de ouro para pendurar na minha correntinha do pescoço. Na rua, todo mundo perguntava se eram dois e se surpreendia quando eu dizia que eram três. Além dos bonequinhos no pescoço, o tamanho da barriga denunciava a gravidez gemelar. As pessoas olhavam pra mim e perguntavam “Já está quase nascendo, né?” E eu respondia “Não, ainda estou no sexto mês”. No elevador do prédio era sempre essa conversa. “Nossa, que barriga grande…”.

Meninos ou meninas?

A descoberta dos sexos dos bebês foi difícil. Foram necessárias três ultra-sonografias para termos certeza. No primeiro exame eram dois meninos e uma menina. No segundo, eram dois meninos e não deu pra ver o outro. No terceiro exame, vimos que eram três hominhos. No início fiquei assustada, triste por não ter uma menininha, mas o Caco e minha mãe logo me fizeram mudar de idéia. “Será muito mais prático”. “Menino é mais da mãe, é mais carinhoso”. E fiquei ainda mais feliz quando vi a felicidade do Caco.

Enjôos

Enjoei demais no início da gravidez.  Tinha dia que eu vomitava umas oito vezes. Fui duas vezes no hospital tomar soro. Quase não conseguia comer e nos primeiros três meses perdi dois quilos. Só conseguia tomar picolé de limão. O Caco e o meu sogro compravam caixas e caixas e lotavam o freezer. Não se é verdade, mas acho que quem engravida de gêmeos enjoa duas ou três vezes mais. Mas passou. No quarto mês eu já estava ótima. Não tive desejos e vontade de comer coisas diferentes. Mas tomava um litro de leite por dia. Nunca gostei de leite puro, só com chocolate. Mas na gravidez tomava muito leite puro, quente frio, de qualquer jeito. Dava vontade, eu tomava. O que eu não gostava era dos palpites. Todo mundo tem alguma coisa pra falar sobre alimentação das grávidas. Isso pode, aquilo não pode. Nunca fui de seguir regras e com a alimentação na gravidez foi a mesma coisa. Apenas diminuí a quantidade de doces, massas e frituras, respeitando apenas o meu bom senso. Mas cabe aqui um aviso. Não tentem fazer isso em casa. No sexto mês descobri uma suspeita de diabete gestacional. Aí sim tive que cortar drasticamente doces e massas. Foi complicado, mas valeu a pena porque consegui controlar a glicose e deu tudo certo.

Presentes

Era tanto carinho e/ou preocupação dos familiares e amigos que as pessoas nos enchiam de presentes. Ganhamos muita, mas muita coisa mesmo. Os amigos nos passavam roupinhas dos filhos que cresciam. Era tanta roupinha que já não cabia no quarto, que ainda nem tinha os três berços montados. Hoje, é muito gostoso quando as pessoas reconhecem as roupinhas nos meninos. Aliás, aproveito para agradecer a todos aqueles que nos doaram roupinhas, fraldas, presentes e mais presentes que estão sendo super úteis para a gente.

Celebridades II

“Nossa! Que benção! Parabéns!”, diziam uns. “Meu Deus, haja fralda! Quanta despesa!”, alertavam outros. Algumas pessoas falavam que era a primeira vez que viam ao vivo e a cores alguém com três filhos na barriga. “Antes de você, só conhecia a Fátima Bernardes”. Realmente as pessoas se sensibilizavam. Nós, os pais, curtimos muito, mas quem saiu ganhando mesmo foram os bebês.

Celebridades

É impressionante como as pessoas ficavam impressionadas quando a gente contava que íamos ter trigêmeos. As reações eram as mais diversas. Algumas pessoas nos davam parabéns e dava para sentir o quanto elas ficavam felizes. No entanto, outras quase nos davam pêsames. No começo isso me incomodava um pouco, depois até achava graça das caras de desespero. Porém, o mais legal é que as pessoas começavam a nos tratar como celebridades. Como se fôssemos de outro mundo. Curti muito esse carinho especial que os amigos e familiares nos davam. E curti mais ainda as reações dos desconhecidos.